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terça-feira, 14 de julho de 2009

Tornozeleira de conchinhas

Arrumando uma das minhas inúteis caixinhas que deveriam manter minhas bijuterias arrumadas, achei uma tornozeleira brega, de conchinhas coloridas e com um guizo. Na mesma hora, senti um ar gelado e ouvi o barulho que ela fazia qaundo me revirava enquanto dormia. Logo após, veio o cheiro de maresia, mas acho que era a sensação que queria estar sentindo ao invés do gelado do ar condicionado.

Daí comecei a pensar em pequenas coisas, na verdade da importância delas. E como é possível que, depois de tanto tempo, mesmo que por milésimos de segundo, possamos sentir através de objetos, cheiros e imagens, o que já vivemos?

Ás vezes, a sensação é tão sutil que nem sabemos o que passamos, mas sendo boa ou ruim, sabemos que já conteceu. Por isso que cada detalhe é importante, porém não para dizer que vivemos muito, mas para ter certeza que aproveitamos de alguma maneira.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Autênticos? Talvez, quem sabe?

Quando paro pra pensar no meu eu interior, vejo que quero ser tantas coisas, escrever como tantas pessoas e me apresentar como tantas outras. Será que ainda não formei completamente a minha personalidade ou só são inspirações? Acho que acabo sendo uma composição de várias coisas e comportamentos que vou agregando a medida que vou conhecendo coisas novas. Daí vem a célebre denominação 'metamorfose ambulante'. Não sei se posso ser rotulada, me sinto tão única nas minhas atitudes e as reações das outras pessoas em relação a mim sempre são surpreendentes. Minha procura é por rótulos, talvez dessa maneira possa começar a saber quem eu sou, mas isso nunca vou conseguir. Que bom! Essas oscilações sempre estão me atualizando. Será que pra ser autêntico é necessário ser a mesma pessoa o tempo todo?

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Na crise dos 20

Eu não acreditava, mas é verdade. Existe sim a crise dos 20 anos. E como eu descobri? Esmalte! Isso mesmo que você leu: esmalte! Começou com um roxinho, o tal de Azulejo Português (queria conhecer o criativo que coloca esse tipo de nome), depois o Rosa Pink, Laranja Cítrico, Paris, Gabrielle... mas os nomes são meros coadjuvantes.

O fato é que, na verdade, queria apontar a total estranheza da minha pessoa em manter as unhas feitas por mais de 2 meses seguidos. Isso é um avanço da minha esquecida feminilidade!

Há uns dez anos atrás estava eu, descalça na rua, soltando pipa e cortando meus preciosos dedinhos, que lhes escreve hoje, com cerol. É, os mesmos que hoje estão na cor Tutty-Fruitt. Outro sintoma foi bicho do consumo que vem do capitalismo tão debatido na faculdade. Finalmente me picou feio! E adivinha o por que quero trabalhar logo? Para COMPRAR roupas, sapatos, acessórios, presilhas, bolsas... Só de pensar, dá felicidade. #NOT

Só não sei desde quando eu me preocupo com isso. Só sei que isso está me afetando e eu não estou gostando de virar 'mulherzinha'... ou estou? É, porque meus tênis novos são liiiindos. E, sim, TÊNIS. A vaidade finalmente apareceu, mas a essência...