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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

50 anos em 5

Juscelino Kubitscheck, há alguns aninhos atrás, criou esse lema para sua campanha presidencial. S ele fez 50 anos em 5 não sei ao certo, mas que meu ano de 2009 foi mais ou menos assim, posso garantir.

Não vou fazer balanço, nem retrospectiva. Isso é só um registro do ano que finalmente está terminando. E esse alívio não é somente uma exemplificação de que estou feliz com o fim, mas feliz por ter vencido em alguns quesitos que faltavam para que eu crescesse de vez como pessoa.

Minha lista está montada. Não só a de metas para 2010, mas a de agradecimentos. Mesmo que tenha sido um ano difícil, consegui fazer o que todo mundo dá como conselho: tirei lições das coisas trágicas da vida, me mantive firme e segura do que eu deveria ou não fazer.

Tá bom, já sei que está ficando clichê demais... Só que aquela garotinha, devido as idas e vindas da vida, cresceu de uma vez só. Demorou, demorou 21 anos para que isso acontecesse, mas hoje posso dizer que cresci, tenho metas, ambições e princípios.

Quem eu sou? A mesma boboca de sempre, só que com uma pimentinha a mais.

Espero 2010. Um ano de crescimento profissional me espera em 24 horas, por que o de pessoal já está ótimo!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

2003 - A Revanche

A maioria das pessoas diz que adoraria voltar no tempo com a idade mental que tem no presente. Noite passada 'vivi' essa experiência que para muitos seria "A Oportunidade", mas pra mim foi a treva! Imaginem vcs ter que passar pelos mesmos sentimentalismos, falsidades e desgraças de uma menina no auge da puberdade. Sim, foi desesperador.

Acordei e fiz todo o ritual para ir à escola. Escovar os dentes, tomar banho, vestir o uniforme, tomar café e partir. Como eu sempre levanto meio tonta, não estranhei muita coisa. Só quando eu cheguei e meu antigo namorado veio falar comigo que eu me liguei que não namoro mais ele há, pelo menos, 6 anos! Aí eu fiquei triste, pensei em visitar o meu atual, mas aí ele ia pensar que eu era uma doida, já que não nos conhecíamos ainda e não ia querer namorar comigo agora.

Na hora do recreio, o encontro das meninas e das fofocas. Tanta coisa irrelevante, G-zus. Naquela época eu já me sentia um peixinho fora d-água, queria mesmo era jogar futebol com os garotos e ralar meu joelho toda semana. Eu só ouvia eu ficava falando 'ahan' esperando que desse logo 12h40 para ir para casa.

A saída foi tranquila, tirando o namorado pentelho na minha cola que me atrasou. Aí, para variar, mamãe reclamou que cheguei tarde e eu usei da minha esperteza dos 21 anos: "Estava fazendo trabalho, desculpa, mãezinha". E ainda ouvi um: "Por isso que não te tiro desse colégio". Detalhe que eu odiava.

Além das minhas frustrações diárias, perceberam que meus dias eram bem monótonos, não? Não, não quero outra oportunidade! Não quero passar por tudo aquilo novamente. Tiveram coisas boas, mas se eu fosse mais espertinha nos acontecimentos ruins, não estaria aqui hoje. Nem é conversa, é que eu realmente amo minha vida e não me arrependo de nada.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

A Esperança do Rio

Não pude acompanhar a votação para a sede das Olimpíadas de 2016 em casa, por isso posto da faculdade de onde acompanhei a alegria dos brasileiros via internet. Está é minha primeira notitícia registrada no momento do fato. Que feliz!

Na NOSSA Olimpíada, não será somente o espírito esportivo que correrá no sangue dos atletas, mas a esperança de uma cidade melhor que passará pela cabeça de todos os cariocas. A felicidade do nosso povo já fez a diferença na hora da votação, e é com ela que vamos mudar a realidade cruel e suja que impera.

Grandes investimentos chegarão em segurança, transporte e lazer. Nosso povo merece ser gratificado com esse 'dinheirinho' que entrará por tanta torcida. Carioca adora uma festa, adora festejar a Cidade Maravilhosa em que vive, mas é necessário ouvir o povo também nas horas ruins e beneficiá-lo nas áreas onde a festa do esporte não chegará.

Nossa força de vontade fez uma festa bonita pra gringo ver, a oportunidade foi dada. Agora é a hora de tansformação! Nada de esconder as imperfeições, mas mudar de verdade. Que os governantes agarrem esta chance de ouro que nos foi dada.

E é com grande orgulho que digo RIO 2016!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Eu nunca vi um negro

Dona Isabel Cristina Leopoldina Augusta Miguela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança e Bourbon foi a primeira moça que usou de sua influência para com as pessoinhas que tinham mais melanina. Certamente não foi ela que começou com a idéia Abolicionista, mas minha dúvida é o que a levou a se interessar por essas tidas como inferiores.

Aproximadamente 122 anos depois, as pessoas ainda não se acostumaram com a presença dos queridos  com a melanina nas alturas no mesmo ambiente que os branquelos de cabelos lisos (e fakes como os meus), Brazyl? Chega a ser um estranho, quando, na verdade, era para ser o contrário.

Imaginem vocês que 45% da população total do Brasil, de acordo com o Censo Demográfico de 2000, ouvem e sentem, todos os dias, as perguntas e os preconceitos de uma porcentagem muito infeiror, o RESTO da população. São 76 milhões de brasileiros tratados como seres estranhos, que são a segunda maior concentração do mundo. E só perde para a Nigéria.

No conceito de 'Ser diferente é normal' o que realmente temos de diferente? Cor, estilo, conhecimento? Se cada vez mais estamos tentando nos desvincilhar dos padrões, nada melhor que somente um negro em um lugar onde tenham 99,9 % de pessoas desprovidas de pigmento para que se torne o centro das atenções.

A diferença do negro para o resto das pessoas é que eles nascem somente para explicar à sociedade como é crescer sentindo o preconceito. E de acordo com as mudanças nas leis, também explicam o que acham das cotas e o desenrolar dessa discriminação (ou não). E quando conseguem se fazer entender para os curiosos, ainda acham estranho toda sua sabedoria.

O Thiago Tomé expressa na música Da pele Preta um pouquinho do contexto.

"Da pele preta,
cabelo escuro,
nariz batata,
cabelo duro
Eu sou negão!"

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Blog Camp RJ

É, não vou começar o texto com uma das coisas que 'aprendi' (aspas porque já tinha conhecimento) que é o suspense no título. Como a maioria dos meus leitores não conhece o evento, resolvi escrever um pouquinho sobre o BlogCamp. Isto não será uma descrição, vou logo avisando.

Pra começar, nunca participei de um evento deste tipo, com tantas pessoas interessantes e interessadas juntas. É ótima a possibilidade de poder pensar. Digo isso por que é comum absorver em palestras tudo como verdadeiro, o que não é. Se cada um tem a possibilidade de dar sua opinião, pode fazer um mix e criar a própria de maneira mais complexa. Cara, isso é MUITO bom! Claro que a faculdade de Comunicação me deu um embasamento, por que eu iria ficar meio perdida, já que não sou interada nesses assuntos via internet. Tá que tenho Twitter, Orkut, Myspace (que não uso), lastfm, quero fazer um Facebook... mas estar no meio de pessoas que querem entender a ferramenta é diferente das que usam por usar.

E pra quem pensou que 'BlogCamp' era um evento de divulgação de blogs... #NOT. Aproveitando que a composição é de 98% de nerds, o que era para ser um simples debate sobre conteúdo, podcast, business (entre otras cositas más), acabou virando um debatão entre quatro andares do Senac Copacabana, e para quem não estava presente, Tweete e RTs. Adoooro!

Viver fora do nosso mundinho é uma oportunidade indispensável. Além do próprio conhecimento adquirido, ainda tive contato com pessoas de outros bairros, zonas, municípios e até estados, contando cada um suas experiências e opiniões. Gente, como eu gosto de conhecer opiniões alheias e saber das novidades. Eu quero é mais!