Anos atrás. Um dia qualquer. Com pressa. Com fome. Em um fast food.
Sentada estava eu, atrás de três meninas que, no máximo, tinham seus 15 anos de idade. Falavam de meninos, de festinhas e, principalmente, de como seria quando tivessem seus 20 e poucos anos. Queria ter me encaixado em tantos sonhos.
Na verdade, dos sonhos propriamente ditos, tive a maioria deles, a realidade é que deixa a desejar. Criamos tantas expectativas de como será nossa vida perfeita que esquecemos dos obstáculos que no impedem, independente do caminho que escolhamos traçar.
Para alguns isso é um tremendo estímulo. Já, para outros, uma forma de acomodação. E é tão comum ver, nós, jovens de 20 e poucos anos, passeando entre o estímulo e a acomodação em um transe sem fim que já não é mais novidade existir as desistências.
Não que sejamos fracos, mas a busca pelos sonhos chega a ser inevitável e desistir da ordem lógica da vida passa a ser uma necessidade.
terça-feira, 17 de julho de 2012
domingo, 15 de julho de 2012
Ter certeza do ser mesmo que não seja
Os anos vão se passando... Os malandros vão ficando trouxas por insistirem sempre nos mesmos truques e os trouxas se tornam malandros por não acreditarem mais em qualquer historinha mal contada. E para facilitar ainda mais a vida, a internet está aí para provar quem é de verdade e quem é de mentira neste mundo moderno.
Não, este não é mais um post de falsidade, até por que, como eu disse, os trouxas são os malandros da atualidade. A farsa, no caso, é do indivíduo consigo mesmo. Depois que o santo Google surgiu, os especialistas se aglomeraram não só na web, mas nas ruas (através dos seus mobiles). Se acham os verdadeiros discípulos do buscador e afirmam com veracidade as mentiras formuladas em seus pequeninos cérebros.
Hoje, a cultura do falar demais e fingir que faz, está presente em nosso cotidiano. Já virou rotina. É válido querer saber mais e compartilhar as informações, mas há a longa distancia entre o ler, o entender, o digerir, o interpretar e o repassar. Está tão normal o ato de simplesmente vomitar conteúdo fazendo cara de quem o tem que as chances de se encontrar alguém que realmente o sabe são quase nulas.
Não é uma crítica, muito menos um aviso. É uma constatação diária da incompetência e da ingenuidade vivendo em harmonia na sociedade.
Não, este não é mais um post de falsidade, até por que, como eu disse, os trouxas são os malandros da atualidade. A farsa, no caso, é do indivíduo consigo mesmo. Depois que o santo Google surgiu, os especialistas se aglomeraram não só na web, mas nas ruas (através dos seus mobiles). Se acham os verdadeiros discípulos do buscador e afirmam com veracidade as mentiras formuladas em seus pequeninos cérebros.
Hoje, a cultura do falar demais e fingir que faz, está presente em nosso cotidiano. Já virou rotina. É válido querer saber mais e compartilhar as informações, mas há a longa distancia entre o ler, o entender, o digerir, o interpretar e o repassar. Está tão normal o ato de simplesmente vomitar conteúdo fazendo cara de quem o tem que as chances de se encontrar alguém que realmente o sabe são quase nulas.
Não é uma crítica, muito menos um aviso. É uma constatação diária da incompetência e da ingenuidade vivendo em harmonia na sociedade.
sábado, 17 de setembro de 2011
O limite dos direitos
Existem palavrinhas que causam certos problemas na hora de definirmos sem a ajuda do dicionário. Algumas pessoas, por exemplo, acham que podem conseguir "dignidade". Sim, é verdade! Outras acham que o "direito" é um substantivo adquirido.
Pois, é. Hoje falaremos de direitos.
Não precisa se esforçar muito para observar que temos diferenças de classes sociais, religião, raça. Observe que eu coloquei distinções "básicas", pois imagine você se eu fosse querer descontruir todos os seres humanos, um por um, e esperar um ponto de igualdade entre eles.
A igualdade, felizmente, não existe. Esta talvez seja uma das coisas que torna o mundo mais interessante e desafiador. A verdade é que, por existirem um infinito de qualificações e rotulações, os grupos com pontos de igualdade mais "visíveis" costumam se aproximar. E se aproximam tanto que geram uma ação inversa à ideia inicial.
Os grupos ficam tão unidos que tentam evitar de todas as maneiras uma aproximação ou interferência de alguém que, teoricamente, não faz parte. Pior que isso, é achar que possiu a verdade absoluta e querer impor aquilo em que se acredita. Você está fazendo isso errado!
Para defender um ponto de vista ou uma posição perante a sociedade, não é necessário atacar aqueles que pensam diferente. Muito pelo contrário! Amigo, se você quiser ser ouvido e tem um pinguinho de bom senso, não será difícil deixar de atacar as pessoas e passar a compartilhar suas ideias sem ofender.
A luta pelo direito não deveria existir, à princípio. Como a vida é uma constante de conquistas, lute, sim! Mas nunca se esqueça que aqui (na Terra) o espaço é multiuso e que todos se completam em algum sentido. Por isso, respeite e aguarde.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Onde está seu negocinho?
Em tempos de vaquinha para comprar um fone para um funkeiro carente, venho com uma curiosa história que me ocorreu há um tempo.
Em uma das minhas viagens usando o transporte publico, me acomodo no banco alto - complexo de baixinha - para poder obeservar a hyk@ paisagem do subúrbio carioca que passa diante dos meus olhos acostumados.
Eis que ao meu lado, senta-se uma distinta senhora - que, certamente, faz parte do bonde das vovós fofinhas - com fios brancos e rugas que contam histórias por si só.
*cutuque*
- Oi. - diz a velhinha.
- Oi - respondo educadamente estranhando
Não, ela não fazia parte daquele grupinho insuportável que mira na sua cara de pamonha e comeca a reclamar da vida.
Velhinha: Onde está seu negocinho?
Eu: Negocinho? - #medontrazyl
V: Aquele negocinho de colocar no ouvido...
E não, ela também não estava me dando bronca por escutar funk nas alturas.Sou moça direita, como sabem. A senhora só queria saber o porquê eu não estava com fone de ouvido. Interessante, não? Ela me apontou outros três jovens introspectivos que estavam fazendo uso do ipod, celular e mp3 - existe ainda?. Somente eu destoava do grupo.
Será que ela sentiu pena de mim? Uma pobre menina de classe média que não tinha dinheiro para comprar um fone e ao menos fingir... Ou será que sentiu um alivio pela sociedade que ainda tem salvação através da comunicação sendo feita ao vivo também.
Fiquei mais intrigada do que ela durante um bom tempo, e ainda estou, confesso. Queria saber o que se passava naquela cabecinha branca enquanto dizia que não tinha como ouvir música no ônibus e que não sentia essa necessidade.
Se eu sinto as mudancas atraves da tecnologia - lê-se Atari, Meu Primeiro Gradiente e Disket - imagine a grande evolução a partir do rádio, da vitrola e do gerador que apagava todas as luzes às 21h?
Em uma das minhas viagens usando o transporte publico, me acomodo no banco alto - complexo de baixinha - para poder obeservar a hyk@ paisagem do subúrbio carioca que passa diante dos meus olhos acostumados.
Eis que ao meu lado, senta-se uma distinta senhora - que, certamente, faz parte do bonde das vovós fofinhas - com fios brancos e rugas que contam histórias por si só.
*cutuque*
- Oi. - diz a velhinha.
- Oi - respondo educadamente estranhando
Não, ela não fazia parte daquele grupinho insuportável que mira na sua cara de pamonha e comeca a reclamar da vida.
Velhinha: Onde está seu negocinho?
Eu: Negocinho? - #medontrazyl
V: Aquele negocinho de colocar no ouvido...
E não, ela também não estava me dando bronca por escutar funk nas alturas.Sou moça direita, como sabem. A senhora só queria saber o porquê eu não estava com fone de ouvido. Interessante, não? Ela me apontou outros três jovens introspectivos que estavam fazendo uso do ipod, celular e mp3 - existe ainda?. Somente eu destoava do grupo.
Será que ela sentiu pena de mim? Uma pobre menina de classe média que não tinha dinheiro para comprar um fone e ao menos fingir... Ou será que sentiu um alivio pela sociedade que ainda tem salvação através da comunicação sendo feita ao vivo também.
Fiquei mais intrigada do que ela durante um bom tempo, e ainda estou, confesso. Queria saber o que se passava naquela cabecinha branca enquanto dizia que não tinha como ouvir música no ônibus e que não sentia essa necessidade.
Se eu sinto as mudancas atraves da tecnologia - lê-se Atari, Meu Primeiro Gradiente e Disket - imagine a grande evolução a partir do rádio, da vitrola e do gerador que apagava todas as luzes às 21h?
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Fun&business
Eu nunca entendi muito bem o porquê de não podermos misturar fun& business. Tudo bem que tem gente que é brincalhona ao extremo e não consegue unir responsabilidade à diversão sem que uma das partes saia lesada.
Todos os meus projetos - chamo tudo o que faço assim, pois me inspiro no Xandinho (Frota) - tem um pouquinho de diversão, mesmo que seja uma distração através das ondas de radio vindas da web (oy?) ou de transformar o monotono em colorido com toques especiais no ambiente.
Não sei se é mal de geminiano, mas essa história de ter que fazer uma coisa de cada vez e dividir a vida como trabalho-chato e final de semana-diversão está zuuuper fora de moda. Até porque a vida anda atribulada de mais para ter que ser subdividida de maneira tão abrupta.
Concentração é um estado de espírito, não uma imposicao feita de cima para baixo. Além do mais, culpando a web 2.0, como tem gente que anda fazendo por aí, estamos todos virando multimidia através da imposição. E, por isso, é praticamente impossível conseguir separar as "tarefas" de forma homogênea durante o dia.
Por isso digo: abaixo a repressão do NO fun&business por pessoas mais prósperas e felizes no mundo!
Todos os meus projetos - chamo tudo o que faço assim, pois me inspiro no Xandinho (Frota) - tem um pouquinho de diversão, mesmo que seja uma distração através das ondas de radio vindas da web (oy?) ou de transformar o monotono em colorido com toques especiais no ambiente.
Não sei se é mal de geminiano, mas essa história de ter que fazer uma coisa de cada vez e dividir a vida como trabalho-chato e final de semana-diversão está zuuuper fora de moda. Até porque a vida anda atribulada de mais para ter que ser subdividida de maneira tão abrupta.
Concentração é um estado de espírito, não uma imposicao feita de cima para baixo. Além do mais, culpando a web 2.0, como tem gente que anda fazendo por aí, estamos todos virando multimidia através da imposição. E, por isso, é praticamente impossível conseguir separar as "tarefas" de forma homogênea durante o dia.
Por isso digo: abaixo a repressão do NO fun&business por pessoas mais prósperas e felizes no mundo!
