Fui feliz quando não mais pensei em justificativas.
Também fui feliz quando não criei expectativas.
Feliz quando não me deixei influenciar.
Quando me eduquei em não acreditar.
Quando não me deixei levar.
Fui feliz quando a mim justifiquei.
Também fui feliz quando sonhei.
Feliz quando me inspirei.
Quando me creditei.
Quando me superei.
sexta-feira, 3 de maio de 2013
quinta-feira, 2 de maio de 2013
Ser nascer ser escolher ser
São discussões acaloradas que nos estimulam as mais profundas descobertas da mente. Nem nós mesmos sabemos exatamente o porquê pensamos certas coisas, talvez seja pela influência de outras pessoas no período onde começamos a ter discernimento sobre o que acontece a nossa volta.
Como nunca fui de aceitar respostas apenas negativas e positivas, me tornei bastante questionadora. Tenho a necessidade de entender o porquê de certas opiniões, atitudes e em que estas influenciam diretamente na minha e na vida de outras pessoas.
Porém, existem coisas que saltam aos olhos e se mostram de maneira tão pura e simples que, sinceramente acredito, não devemos procurar um motivo, somente aceitar pessoas, situações e a vida, pois estas estão aquém de nosso entendimento.
Como nunca fui de aceitar respostas apenas negativas e positivas, me tornei bastante questionadora. Tenho a necessidade de entender o porquê de certas opiniões, atitudes e em que estas influenciam diretamente na minha e na vida de outras pessoas.
Porém, existem coisas que saltam aos olhos e se mostram de maneira tão pura e simples que, sinceramente acredito, não devemos procurar um motivo, somente aceitar pessoas, situações e a vida, pois estas estão aquém de nosso entendimento.
A diferença das pessoas não está no que elas são, mas nas escolhas que tomam. Opiniões e atitude são questionáveis e mutáveis, porém do que cada um é feito e sua essência, mesmo com todas as influências externas possíveis, nunca pode ser um determinante a ser julgado.
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| Por Alexandre Beck |
terça-feira, 16 de abril de 2013
O Diabo
Um mundo contemporâneo regressor age, como na inquisição, colocando a culpa no pobre do diabo por tudo de ruim que acontece. Não existem acidentes, consequências, pré-disposições e, muito menos, destino. É tudo culpa dele!
Será que o diabo está mesmo preocupado em perturbar cada ser humano e dar essa importância detalhada só com o intuito de nos ferrar com pequenas coisas? Imagina o quão trabalhoso seria. Desde uma topada, um ônibus lotado, um amigo falso ou uma doença. Problemas tão comuns que, sinceramente, ele daria um copy paste, básico, só para completar a cota de maldades do dia.
Tudo bem, isso pode até soar divertido para ele. Afinal, nós, humanos, também achamos engraçado ver a desgraça alheia, mesmo que por coisas bem menores e muito bem escondido da sociedade. Mas longe de qualquer julgamentos, sim, nós rimos.
Diferente de nós, que perdemos tempo com isso, o diabo, deve ter mais o que fazer. Certamente, está divertindo-se bastante jogando, bebendo e fumando algo ilícito por aí. Sem falar no sexo livre, descompromissado e sem segurança. Deve estar mais preocupado em se satisfazer a se preocupar com essa gente tão inútil da Terra.
A única preocupação dele deve ser criar o anticristo para destruir tudo de uma vez, o que dá muito menos trabalho. Para que se preocupar em atrapalhar bilhões de pessoas focando em cada uma se pode disseminar tudo de uma vez, não é mesmo? Ah, e tem mais, já li por aí que ele vai ser derrotado rapidinho. Então, para que perder tempo com isso também?
Se algo de errado acontece, não o culpe, pois as pedras e buracos da vida a desviar fomos nós mesmos que criamos. Afinal, tivemos livre arbítrio para escolher em quais estradas percorreríamos. Então, caro amigo, deixe o diabo em paz. Ele está lá se divertindo enquanto você, ao invés de se preocupar em não cair ou tropeçar, cada vez que afunda, lembra de quem nem liga para sua existência.
Será que o diabo está mesmo preocupado em perturbar cada ser humano e dar essa importância detalhada só com o intuito de nos ferrar com pequenas coisas? Imagina o quão trabalhoso seria. Desde uma topada, um ônibus lotado, um amigo falso ou uma doença. Problemas tão comuns que, sinceramente, ele daria um copy paste, básico, só para completar a cota de maldades do dia.
Tudo bem, isso pode até soar divertido para ele. Afinal, nós, humanos, também achamos engraçado ver a desgraça alheia, mesmo que por coisas bem menores e muito bem escondido da sociedade. Mas longe de qualquer julgamentos, sim, nós rimos.
Diferente de nós, que perdemos tempo com isso, o diabo, deve ter mais o que fazer. Certamente, está divertindo-se bastante jogando, bebendo e fumando algo ilícito por aí. Sem falar no sexo livre, descompromissado e sem segurança. Deve estar mais preocupado em se satisfazer a se preocupar com essa gente tão inútil da Terra.
A única preocupação dele deve ser criar o anticristo para destruir tudo de uma vez, o que dá muito menos trabalho. Para que se preocupar em atrapalhar bilhões de pessoas focando em cada uma se pode disseminar tudo de uma vez, não é mesmo? Ah, e tem mais, já li por aí que ele vai ser derrotado rapidinho. Então, para que perder tempo com isso também?
Se algo de errado acontece, não o culpe, pois as pedras e buracos da vida a desviar fomos nós mesmos que criamos. Afinal, tivemos livre arbítrio para escolher em quais estradas percorreríamos. Então, caro amigo, deixe o diabo em paz. Ele está lá se divertindo enquanto você, ao invés de se preocupar em não cair ou tropeçar, cada vez que afunda, lembra de quem nem liga para sua existência.
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| Por Will Tirando |
sexta-feira, 12 de abril de 2013
Arco-íris
Uma longa estrada a percorrer. Já tirei meus sapatos e, ainda de meias, coloquei os pés sobre os bancos. Não nasci para ficar com eles amarrados em uma prisão mesmo que confortável. Precisam encostar no solo, sentir os grãos de areia passando entre os dedos, como se, literalmente, tivessem que reconhecer o lugar através do rastro de história passado por aquele caminho.
Observo aquela estrada sem fim. Serras, árvores, planícies, plantações, casebres abandonados. Me senti em silêncio olhando aquela bucólica paisagem. Sem aviso prévio, gotículas de água começam a molhar os vidros mesmo com a presença de um tímido sol. Podia sentir o gelado da chuva só de olhar a espessura e a velocidade com que caíam.
Logo me questionei se seria agraciada logo no início daquela longa viagem. E da dúvida, a certeza. Lá estava ele, imponente, exibindo cores vibrantes, em um lugar de destaque no horizonte estrategicamente escolhido. Luz e água se cruzaram no céu formando uma combinação admirável no horizonte e não se fazia necessário a presença de um pote de ouro em sua extremidade para que fosse verdadeiramente valioso.
Observo aquela estrada sem fim. Serras, árvores, planícies, plantações, casebres abandonados. Me senti em silêncio olhando aquela bucólica paisagem. Sem aviso prévio, gotículas de água começam a molhar os vidros mesmo com a presença de um tímido sol. Podia sentir o gelado da chuva só de olhar a espessura e a velocidade com que caíam.
Logo me questionei se seria agraciada logo no início daquela longa viagem. E da dúvida, a certeza. Lá estava ele, imponente, exibindo cores vibrantes, em um lugar de destaque no horizonte estrategicamente escolhido. Luz e água se cruzaram no céu formando uma combinação admirável no horizonte e não se fazia necessário a presença de um pote de ouro em sua extremidade para que fosse verdadeiramente valioso.
sexta-feira, 1 de março de 2013
Solteira sim, sozinha nunca, desesperada sempre
A idade avança rápido, tentaram me avisar, mas não acreditei. Depois dos 15 anos o tempo voou sem que eu pudesse perceber e a prova é a comemoração dos meus 18 anos pela oitava vez em junho deste ano. O tempo corre na direção dos trinta. Aquela fase da vida conhecida pela cobrança de marido, filhos, família, emprego estável, amadurecimento. O desespero começa a surgir quando pressão da sociedade se torna cada vez mais intensa para conquistar estes itens o mais rápido possível.
Essa imposição afeta principalmente as mulheres, infelizmente. Enquanto homens, em sua maioria, estão mais preocupados em vencer na carreira, elas, além disso, querem uma família antes da tal idade. Assim começa a busca por um companheiro para chamar de seu. Um cara que seja bacana, que tenha emprego fixo, dinheiro, carro, que também seja bonito, não fume, não beba e seja respeitador, mas cafajeste hora do sexo e que seja... e que seja...
É, com a idade cada vez mais estamos exigentes, não que isso seja ruim, mas miradas na perfeição, não admitidos os defeitos do outro por menores que sejam. A consequência é afastar aqueles caras bacanas só por que estão com uns quilinhos a mais, por que gostam de uma cervejinha com os amigos, precisam assistir o futebol no domingo ou é seu amigo demais para um relacionamento.
A consequência desse comportamento todos sabemos, mas isso não é ruim! Esse período de solteira é maravilhoso para descobertas de gostos, estilos, pessoas e isso sem que ninguém influencie diretamente ou reprima por pensar diferente. Só que chega uma hora cansa e encontrar alguém para compartilhar parece uma boa ideia, mas o ideal criado de um homem que a complete simplesmente não existe.
O jogo da conquista começou! As faísca da auto-afirmação começa a surgir, pois a dificuldade de se encontrar a alma gêmea não deveria ser difícil se é mulher bonita, inteligente e bacana. Mas, se você realmente fosse a última bolacha do pacote, alguém já teria vindo te comer, certo?
A necessidade de sempre se apresentar como única só mostra o quão sofrida é pela sua condição desesperada de pessoa sozinha. Se realmente não ligasse para isso, não ficaria distribuindo frases de autoajuda, mas, sim, sua alegria de viver. E de bem com a vida, e com o mundo, irá atrair pessoas cheias de virtudes. Isso irá te impedir de prestar atenção nos "defeitos" e será seduzido pelo que realmente interessa.
O jogo da conquista começou! As faísca da auto-afirmação começa a surgir, pois a dificuldade de se encontrar a alma gêmea não deveria ser difícil se é mulher bonita, inteligente e bacana. Mas, se você realmente fosse a última bolacha do pacote, alguém já teria vindo te comer, certo?
A necessidade de sempre se apresentar como única só mostra o quão sofrida é pela sua condição desesperada de pessoa sozinha. Se realmente não ligasse para isso, não ficaria distribuindo frases de autoajuda, mas, sim, sua alegria de viver. E de bem com a vida, e com o mundo, irá atrair pessoas cheias de virtudes. Isso irá te impedir de prestar atenção nos "defeitos" e será seduzido pelo que realmente interessa.
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| por Miguel Paiva |




