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quarta-feira, 25 de julho de 2012

Limitar para expandir

Somos muitos, não estamos sozinhos e somos 'obrigados' a conviver com os demais. Seria bom, de vez em quanto, não ter que viver em sociedade, já que todos fazem questão de discordar de tudo o tempo todo como se isso fosse somar alguma coisa. Muito pelo contrário, opiniões construídas erradamente e sem fundamento confundem e distorcem a realidade (ou o sonho).

Na mundo atual, o que mais vemos são esses seres cheios de opiniões. Estufam o peito e soltam como se fossem vendavais, arrastando os demais, com suas verdades absolutas e de suma importância para o crescimento da lógica. Isso tudo para se mostrarem presentes e vivos como parte fundamental na a existência de cada um.

Acredito que a divisão do mundo está bem clara. Os quatro tipos de pessoas que o preenchem são: os que realmente sabem, os que querem muito saber, os que fingem que sabem e os que acham que sabem. Mas não são os dois últimos que me preocupam, pois não cabe a eles o futuro das coisas. O que me deixa apreensiva é que, por vezes, os que sabem e os que querem saber se deixam iludir ou ludibriar pelos antes mencionados.

Desviar delas - dessas pessoas e de suas opiniões - é necessário se quiser ter algum tipo de espaço não disperdiçado de cérebro. Afinal, alguns 'especialistas' dizem que nós usamos somente 10% de sua capacidade. Você não vai querer desperdiçar memória, vai?

terça-feira, 24 de julho de 2012

Frustração infantil

Não tenho canetas coloridas. Na verdade, não lembro de um dia tê-las. Se algum dia as tive, foi para uma rápida substituição daquela azul básica presente em todo estojo.

Não que eu nunca tenha almejado aquele mundo de cores para deixar meus cadernos mais bonitos. Não que eu desdenhasse de quem exibia estojos coloridos e gordinhos. Eu bem que queria ter um daqueles, mesmo que a maioria das canetas não funcionasse.

O poder de compra mudou, hoje posso ter a quantidade de canetas de cores e qualidades que eu quiser, mas ainda não as tenho. Prefiro achar bonito aquele arco-iris embaixo do vidro das papelarias a perder o encanto que têm quando estão juntas.


segunda-feira, 23 de julho de 2012

A Amizade

"Quem foi que disse que pra estar junto precisa estar perto?" Eu. Eu estou dizendo que, às vezes, é preciso sim. Grande parte das amizades não se sustenta com pequenas declarações de afeto gratuitas a qualquer momento.

Uma relação saudável de amizade é mais difícil de ser encontrada do que um relacionamento conjugal sério, já que há mais probabilidade de perda e substituição, mesmo que ambas as partes não queiram que este tipo de coisa aconteça. E isso se dá por conta do afastamento cada vez que fazemos escolhas diferentes de como se viver. É inevitável.

Podemos dizer, baseados no senso comum, que a maioria das relações são monogâmicas (oi, Mr. Catra!). Talvez, por esse motivo, acreditamos que é uma realidade controlar nosso parceiro, sabendo onde está e com quem. A amizade, por sua vez, pode ser resumida em uma série de encontros e acasos, já que a quantidade de pessoas que nos cercam é infinita e a rotina de cada um independe da nossa.

Pessoas não precisam de mediadores, o contato direto é sempre uma ótima escolha. O meio é uma forma de requentar aquilo que já foi proposto anteriormente em uma oportunidade física. A verdadeira amizade pode durar anos nesse "forninho" do amor, mas não são todas que irão se manter na temperatura adequada. Então, cuidado!

E, se por algum acaso vocês se afastarem por ciúme, raivinha ou não concordar com certas atitudes, é aceitável. O que não pode existir, em hipótese alguma, é o orgulho. Ele estraga qualquer tentativa de se manter uma amizade estável. Ligue, corra atrás e não tenha medo de tomar aquele "não posso" de vez em quando. Não deve ser mentira, você não está sendo evitado propositalmente, então não tem o que temer.

É preciso vontade. É preciso amor. É preciso presença. É preciso ser proativo. Isso sustenta a amizade!

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Tentar menos, ser mais

Como boa geminiana que sou, estou numa pesquisa infinita sobre cada fato do universo. Me alimento todos os dias de informações diversas que podem, ou não, acrescentar alguma coisa em qualquer etapa da minha vida. E vivo assim, nessa constante busca do ser.

Busco tanto que, por vezes, esqueço de ser.

terça-feira, 17 de julho de 2012

20 e poucos anos de sonhos

Anos atrás. Um dia qualquer. Com pressa. Com fome. Em um fast food.

Sentada estava eu, atrás de três meninas que, no máximo, tinham seus 15 anos de idade. Falavam de meninos, de festinhas e, principalmente, de como seria quando tivessem seus 20 e poucos anos. Queria ter me encaixado em tantos sonhos.

Na verdade, dos sonhos propriamente ditos, tive a maioria deles, a realidade é que deixa a desejar. Criamos tantas expectativas de como será nossa vida perfeita que esquecemos dos obstáculos que no impedem, independente do caminho que escolhamos traçar.

Para alguns isso é um tremendo estímulo. Já, para outros, uma forma de acomodação. E é tão comum ver, nós, jovens de 20 e poucos anos, passeando entre o estímulo e a acomodação em um transe sem fim que já não é mais novidade existir as desistências.


Não que sejamos fracos, mas a busca pelos sonhos chega a ser inevitável e desistir da ordem lógica da vida passa a ser uma necessidade.